O colunista Flávio Ricco voltou a reforçar, em texto recente, por que Ana Maria Braga e Serginho Groisman seguem sendo nomes centrais na grade da Globo. Para ele, os dois apresentadores representam um tipo de profissional cada vez mais raro: aquele capaz de sustentar audiência e relevância não pela estrutura técnica ao redor, mas pela própria presença e capacidade de conversar com o público.
Segundo Ricco, o mercado televisivo brasileiro vive um momento de intensa disputa por atenção, em que plataformas de streaming, redes sociais e até ambientes como um site de apostas competem pelo tempo de tela do espectador. Nesse cenário fragmentado, a avaliação do colunista é a de que investimentos pesados em cenografia, tecnologia ou grandes elencos não garantem, por si só, conexão real com quem assiste. Ana Maria e Serginho, argumenta ele, conseguem esse vínculo de outra forma: pela espontaneidade e pela escuta genuína. site de apostas
A força da autenticidade na telinha
Ricco destaca que o diferencial dos dois apresentadores está na maneira como conduzem entrevistas e quadros. Ana Maria Braga, à frente do "Mais Você", constrói há décadas uma relação de proximidade com a audiência, baseada em bom humor e informalidade. Serginho Groisman, por sua vez, mantém no "Altas Horas" um formato que valoriza o diálogo aberto e espontâneo com convidados de perfis variados. Para o colunista, essa habilidade de criar ambiente leve e ao mesmo tempo interessante é o que sustenta a longevidade de ambos.
Experiência como diferencial competitivo
A análise de Ricco também aponta para um elemento frequentemente subestimado no debate sobre televisão: a experiência acumulada. Ana Maria e Serginho carregam décadas de bastidores, o que lhes permite ajustar o tom de um programa em tempo real, sentir o clima do estúdio e tomar decisões editoriais rápidas sem depender de roteiros rígidos. Essa bagagem, segundo o colunista, é um ativo que nenhuma estrutura técnica consegue substituir.
Um recado para o setor
Mais do que um elogio pontual, a fala de Ricco funciona como um recado ao mercado: em tempos de orçamentos enxutos e concorrência acirrada por audiência, a aposta em profissionais com identidade própria e capacidade de gerar conversa autêntica pode ser mais eficiente do que grandes investimentos em produção. A trajetória de Ana Maria Braga e Serginho Groisman, nesse sentido, é citada como exemplo de que talento e conexão humana continuam sendo moeda valiosa na televisão brasileira.